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sobre o habitar e a efemeridade com que isso ocorre. 
os objetos fotografados são registros do trabalho exposto em juazeiro da bahia cujo processo de criação e montagem parte dessa concepção de habitação efêmera. três noites na rodoviária de juazeiro. pesquisando durante o dia objetos que já eram parte de um repertorio visual que venho trabalhando e durante a noite na rodoviária trabalhando relações entre esses objetos e as pessoas enquanto referenciais na paisagem da cidade. 

me interessava o contato intimo das pessoas que passassem pela exposição e vissem o que elementos que são repertorio da cidade podendo trazer para questões habituais na paisagem.





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A pesquisa inicial tinha como titulo 'migrar, possibilidades inversas', cuja função inicial era realizar um percurso da região sudeste para o nordeste, inverso ao que anos atras familiares fizeram e fazem vez enquando, deixando raízes num espaço que se perde quando não se realiza um caminho de volta... se tornou um conjunto de vivências, dias e noites; rodoviária; rua; praça; até saturar das paisagens. Parte da estrada que fiz de ônibus, carona e a pé foram feitas pela mesma rota dos ônibus que passam por minha cidade de origem e na cidade de muitos outros filhos destas terras em direção ao sudeste.
continua enquanto estudo   mas de certa forma ter ficado mais tempo na cidade de juazeiro a relação do espaço com a pesquisa se voltava ao São Francisco. A rota inversa de quem passou por aquela ponte aos 13 anos a primeira vez era um primordial uma vez instalado na rodoviária da cidade que fica no outro lado da cidade. Quem vem da Bahia entrava por esse lado, quem vem de Pernambuco entra pelo lado do são Francisco. Mais ao norte da cidade, caminho feito a pé todos os dias quando o sol começava a raiar e volta quando diminuia.


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em exposição no centro cultural joão gilberto em juazeiro da bahia até 31 de outubro.
diógenes_DGNS_2015